quinta-feira, 13 de junho de 2013

As terríveis cólicas


Nunca liguei muito ao tema das cólicas. O pai da criança andava em pânico, à espera que elas chegassem. Eu desdramatizava. Questionava o porquê de ele sofrer por antecipação. Acreditava que não seria um tema muito dramático e se surgissem que não seria uma coisa do outro mundo.
Pois... a verdade é que é um drama. Lembro-me inúmeras vezes duma das enfermeiras do hospital dizer que existiam muitas soluções para as cólicas, mas quem surgisse com a "cura" para as mesmas ficaria rapidamente milionário. Já entendo porquê. Eu não gosto de tomar medicamentos, adio até não poder mais e naturalmente resisti bastante a dar o quer que fosse à C. assim tão pequenina, quanto mais um medicamento para as cólicas, ou seja, algo que não era de todo essencial e muito menos antes de ela as ter ou de sabermos se as viria a ter. Quase duas semanas depois de estarmos a viver o drama das cólicas, continua a custar-me dar medicação à mini-pessoa, mas é tão desesperante ver a nossa bebé a sofrer daquela forma e não conseguir aliviar a dor dela, que tentamos de tudo. Todas as soluções que já experimentámos resultam. Mas resultam duma forma limitada, ou seja, durante dois minutos, no máximo. Rapidamente ela volta a berrar como se lhe tivessemos a fazer a maior maldade que alguma vez poderiamos fazer. Atualmente tem 3/4 crises de cólicas por dia, o que não é fácil de gerir, claro, mas hoje encontrei a luz ao fundo do túnel. Na última crise e já depois de ter experimentado todos os "truques", olhei para o pc e lembrei-me do post do secador. Rapidamente abri o youtube, escrevi "útero materno", pus o som no máximo e ao fim de três minutos daquele som, a C. estava a dormir, ferrada, no meu colo. Não sei se será uma solução como as outras, ou seja, que rapidamente deixa de fazer efeito, mas quero acreditar que não, pela forma como acalmou e como o secador funciona com ela. A verdade é que ela está a dormir ao meu lado, tranquila como um anjinho, há mais de três horas, o que é um feito!
Assim sendo, o meu próximo passo é gravar o som maravilha no telemóvel, para ficar rapidamente acessível quando as terríveis surgirem sem serem anunciadas!

quarta-feira, 12 de junho de 2013

A amamentação


É ... lixada!
Havia duas coisas que sempre disse que fazia questão de concretizar, apesar de não estarem 100% nas minhas mãos e que eram:
1º ter um parto normal.
2º amamentar.
A primeira foi à vidinha. Talvez para um próxima, quem sabe.
A segunda... tem muito que se lhe diga. Apesar da minha experiência ser recente, neste momento entendo porque existem tantos grupos e linhas e não sei o que mais de apoio à amamentação. Antes não compreendia. Sou da opinião que todas as mulheres tem a capacidade de amamentar, mas o processo é tão díficil, frustante (para todas as partes) e doloroso que se torna muito fácil as mães desistirem ou acharem que o leitinho delas não serve ou não subiu ou etc e tal... É que é mesmo muito complicado de gerir.
Até ao dia de hoje já ouvi milhentas vezes que o meu leite não subia, não prestava, tive duas mastite, nem comento o estado dos mamilos, tive de lidar com a prisão (sim, porque por mais prazer que possa dar, também tem o seu lado menos bom) que é amamentar de hora a hora, de ter de dar suplemento porque a C. não ficava satisfeita após 1h30 de mama, entre outros... Valeu-me o enorme apoio quer dos médicos, das enfermeiras de neo (a quem podemos recorrer até 15 dias após o nascimento do bebé), das enfermeiras da pediatria, das enfermeiras do apoio domiciliário, do grupo do facebook que o hospital criou para estas questões, entre outros... Mais uma vez os Lusíadas tiveram um papel fucral no sucesso deste meu objetivo. Porque por mais força de vontade e persistência que tivesse, para uma mamã de primeira viagem, é sem dúvida fundamental um suporte constante para conseguirmos ter sucesso.
Continua a ser uma batalha constante, ainda não estabelecemos a 100% a rotina da maminha e sempre que vou ao hospital aprendo uma coisa nova sobre este processo.
Por tudo isto, quero deixar uma mensagem para as super mulheres que estão quase a conhecer as suas mini-pessoas: se querem amamentar, não desistam! Vão haver muitas alturas em que vão ter vontade e que vão acreditar que não são capazes. Nessas alturas, procurem apoio e ajuda porque, se quiserem, garanto-vos que vão conseguir!



terça-feira, 11 de junho de 2013

Banho versus secador


Lembram-se de ter falado sobre as teorias para acalmar os bebés, aqui, aqui e aqui?
Pois é, já foram postas em prática e o meu veredicto é o seguinte:

Teoria de Extero-Gestação ou do 4º Trimestre
Esta era a teoria que eu esperava que tivesse melhores resultados e por isso, a que me desiludiu mais. De todos os métodos mencionados, o único que resultou com a bebecas foi o shushing e mesmo assim só resulta se ela estiver numa fase inicial de choro (mais birrinha do que outra coisa), caso contrário é para esquecer. O swaddling resultou apenas das primeiras vezes que utilizei e ainda na maternidade.

Teoria da Linguagem Secreta dos Bebés
Esqueçam... pelo menos com a bebecas não dá. Ela passa do barulhinho de birrinha para o grito estridente. Não há meio termo e logo não dá para testar!

Som do Útero Materno
Resulta a 100%!! Inacreditável! O banho para a mini-pessoa é uma espécie de tortura mediaval. É, sem dúvida, o pior que lhe podemos fazer, ou melhor, que podiamos. Porque depois de ligar o secador ao lado dela, enquanto estamos a dar banho, passou a ser um sossego enorme quer para ela, quer para os pais. Tem é de ser uma tarefa a três: bebecas no banho, um dos pais a dar banho e o outro a segurar o secador ao lado dela. Resulta na perfeição!

domingo, 9 de junho de 2013

Pilita de ouro


Lembram-se da Pilita & Nelo do Herman Sic?
Pois bem que todas as mães, principalmente as que não tem apoio, merecem uma pilita de ouro!
É porque isto é muito bom, mas muito díficil também e não sei o que seria de nós, cá em casa, sem o suporte e apoio da minha família, que tem sido incansável e essencial.
Farto-me de questionar como é que as mães solteiras e sem apoio conseguem. Juro que não sei... Por isso uma pilita de ouro para todas as mães e uma super pilita de ouro para as mães solteiras!

sábado, 8 de junho de 2013

Os turnos


Tanto eu como o pai da criança prezamos bastante uma boa noite de sono e rapidamente ficamos com mau feitio (mais ele) e birrentos (mais eu) se isso não acontece. Por isso, estavamos bastante apreensivos com o modo como iamos reagir às noites em branco. Pois, não foi fácil. E apesar de tudo, a bebecas ainda não deu muitas noites terríveis.
Mas era imperativo encontrarmos uma forma de descansar para não pormos em causa a nossa sanidade mental. As primeiras noites foram mais complicadas. Depois percebemos o registo de cada um e tornou-se mais fácil definir uma rotina. Eu estou mais desperta de manhã, por outro lado, por volta das 22h/23h estou ko. Ele, o oposto (felizmente!). Logo, definimos turnos: o pai fica com o primeiro turno que dura até, mais ou menos, às 4h da manhã. Só me acorda para a maminha. E a partir dessa hora, começa o segundo turno, o meu. Claro que o ideal era conseguirmos dormir um bocadinho mais, mas tendo em conta os horários dela (ou ausência dos mesmos) acho que conseguimos estabelecer uma boa rotina e que vai de encontro com as nossas necessidades de sono.
Por um lado, penso "quando é que ela cresce um bocadinho para poder ficar mais horas seguidas sem papinha e eu poder dormir um bocadinho mais, de seguida?". Por outro, olho para esta coisinha mais deliciosa e só quero que o tempo passe devagarinho e que eu consiga aproveitar todos os segundos. Se a desvantagem é não dormir, ok, eu aceito. É que já passaram três semanas e já noto tantas diferenças nela, desde as feições que já estão diferentes, às roupinhas que não servem, até às manhas que ela já tem. É que isto está a passar num instantinho. Não dou pelos dias, apesar de andar sempre e rastos e passar mais tempo acordada do que a dormir. Mas "isto" continua a ser a melhor coisa do mundo e arredores e se toda a gente fizesse um, o mundo seria bem melhor!

sexta-feira, 7 de junho de 2013

Esta manhã foi assim...


...a bebecas do meu lado esquerdo, o habibit do lado direito. Os dois a dormirem tipo anjinhos. O pai a descansar do "turno da noite". A chuva lá fora. Nós cá dentro, no quentinho. Ronha, carinho e muito amor. Uhhhh... que manhã boa!

quarta-feira, 5 de junho de 2013

Enfeirar #12


Quero! Quero! Quero!
Só ainda não tenho uma paez cá em casa, porque parece que é aquele tipo de calçado que não é certo que corresponda ao nosso número habitual (tenho mesmo de experimentar com os pés totalmente normais e não com pés "transitórios"). Para além disso estou super indecisa na cor e padrão a escolher (gosto de quase todos!), mas uma coisa é certa: este verão não as vou largar!
Para já, estou inclinada para estas:


segunda-feira, 3 de junho de 2013

Dia de Liberdade


Ontem foi o primeiro dia de liberdade.
Com liberdade quero dizer que foi dia de deixar a bebecas e o allin em casa dos avós e ir cirandar. Bem, na verdade não fiz nada de especial, mas a sensação de andar na rua como "uma pessoa normal" e não ser um tortura mediaval à minha barriga andar de carro, teve um sabor especial. É incrível o "sabor" que as pequenas coisas podem ter se formos privados delas.
Claro que tive de gerir a saída de acordo com as maminhas, não resisti e liguei enquanto estive fora para confirmar que estava tudo bem (que sabia que estava!) e, no final, só dizia que já estava a sentir a falta dela e do cheirinho dela... Ai este cheirinho... Quando é que inventam uma forma de se poder conservar cheiros para poder guardar o cheiro de bebé, para sempre?!
O próximo passo é, depois da rotina das maminhas estar estabilizada e termos passado a barreira do primeiro mês, irmos passear as duas e não ter de a deixar em casa, quando precisar de sair.

domingo, 2 de junho de 2013

A barrigona


Tenho a dizer que esta história da barrigona pós parto é simplesmente nojenta!
Enquanto temos a mini-pessoa dentro de nós é giríssima e quanto maior a barriga, mais orgulhosas ficamos. Depois do bebé sair, o cenário muda. Ficamos com uma barriga de 6 meses, que é a coisa mais mole e gelatinosa (é a melhor forma de descrever) que alguma vez vi. Nos dias seguintes senti os orgãos, literalmente, à toa dentro da barriga e após 15 dias, se me deito de lado ainda sinto algum desconforto. A barrigona vai desinchando, mas a consistência gelatinosa nojenta ainda lá está e não sei bem quando vai desaparecer. Da minha parte estou a fazer os possíveis para que isso aconteça: tenho feito exercícios diários para fortalecer a barriga e continuo a hidratá-la o mais possível. A cinta pós parto, que tantas mamãs recomendam, é que não consigo usar. No dia em que tirei os pontos coloquei-a logo e não me senti nada confortável. Insisti. Passadas umas horas coloquei as mãos por cima da cicatriz (que fica mesmo no limite da cinta) e tinha um alto horrível. Parecia que a faixa estava a empurrar para aquela zona algum orgão. Blahh... Tirei de imediato. Passados uns dias ainda voltei a colocar, mas o desconforto persistiu, por isso optei por pôr de parte a dita cuja.
Verdade seja dita, a barrigona está muito melhor que há uns dias atrás e vejo evolução de dia para dia, mas esta sensação de ter gelatina na barriga, ausência de qualquer músculo abdominal e a sensação que os orgãos andam a "nadar" dentro de nós é anti-natura. Não gosto! Blahhh.....